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Preservação da fertilidade em pacientes oncológicos

Nos últimos anos, a incidência do câncer em pacientes jovens tem aumentado sobremaneira. Felizmente, a evolução da medicina permite um diagnóstico mais precoce e tratamentos mais eficazes, possibilitando maior taxa de cura. Assim, tem sido cada vez mais frequente o surgimento do desejo de ter filhos após a superação da doença.

Entretanto, os tratamentos podem apresentar danos aos ovários e testículos, muitas vezes irreversível, o que pode frustrar o sonho da maternidade e da paternidade no futuro. Por isso, pacientes com diagnóstico de câncer e com menos de 40 anos devem ser alertados, antes do início do tratamento, sobre preservar sua fertilidade.

Atualmente, as técnicas elegíveis para preservar a fertilidade são a criopreservação de óvulos, de espermatozoides e de embriões, que devem ser orientadas junto ao diagnóstico, cujo manejo deve contar com equipe multidisciplinar, composta por psicólogo, nutricionista, geneticista e especialista em reprodução assistida, devendo este ser contactado imediatamente.

(…) é a possibilidade de olhar para a vida diante dos temores que permeiam a doença.

De acordo com a literatura, os protocolos atuais de estímulo hormonal são extremamente seguros, podendo ser iniciados em qualquer fase do ciclo menstrual e com duração aproximada de 14 dias, não ocasionando impacto sobre o câncer. Pelo contrário, é a possibilidade de olhar para a vida diante dos temores que permeiam a doença.

Entretanto, estima-se que menos de 10% dos pacientes oncológicos em idade reprodutiva recorram à preservação da fertilidade, devido principalmente a falta de informação e ao custo do tratamento.

Para mudar esse quadro, o Instituto de Medicina Reprodutiva viabilizou a redução dos custos dos tratamentos de preservação da fertilidade em pacientes oncológicos, oferecendo prontidão no atendimento médico e psicológico especializados, para que ter filhos após o câncer deixe de ser apenas uma “chance” e passe a ser uma “escolha”.

Há vida após o câncer e ela pode ser fértil!

Dra. Layza Merizio Borges
CRM/ES 8478
Ginecologista especialista em Reprodução Assistida do Instituto de Medicina
Reprodutiva. Doutora em Reprodução Humana pela UNIFESP. Mestre em Endoscopia Ginecológica pelo IAMSPE. Professora do Curso de Medicina da UFES.
Delegada da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana (SBRH)